Três coisas tornam a Deepmoon a banda mais simpática surgida em Teresina nos últimos tempos. A primeira delas é a qualidade das composições de Carlos Henrique e Egídio Fagundes, que parecem brotar do chão ou mesmo no vento. Tanto é que a banda chegou ao segundo disco (Good Night) pouco mais de um ano do lançamento do autointitulado trabalho de estreia.

Fator dois: suas canções não necessitam bagagem, vivência, manual ou nenhum dom cármico pra serem escutadas e caírem facilmente no gosto de quem ainda ouve rock (seja qual das suas vertentes) em pleno 2019. Agradam a turma que acha que o Rock é “classic” e que Pink Floyd é uma espécie de unanimidade no meio dos apreciadores do gênero. Agradam da mesma forma os mais antenados no que se tem feito de digno de nota da virada do milênio pra cá (e aí arriscaríamos aqui nomes como Coldplay – Sim! Por que não?! – Travis ou Kaiser Chiefs). Você é daquele que vai nas “baladas rock” mais pelo hambúrguer e pela cerveja especial cara, onde a banda é só um “plus”? Relaxe: a Deepmoon também é pra você.

Por último, mas não menos importante, a Deepmoon é a banda mais improvável da cena teresinense, apesar de ter tocado em festival bacanas (dos que dão liquidificador de prêmio e também dos que dão só o pão com mortadela) sem a brodagem nem participação especial de ninguém. Simples assim. Ninguém da Deepmoon (talvez o baterista Cristiano Gomes, que foi da Anno Zero) fez parte de bandas anteriormente ou é chegado de ninguém.

A Deepmoon aposta só na cara e na coragem. E se dá bem.