Os Cardinais lançam seu primeiro disco e apostam em ser uma banda de Rock que toca canções, como já haviam demonstrado nos dois EP’s lançados. Agora com uma melhor produção mostraram do que verdadeiramente são capazes.

O riff de “Manu” abre o disco e vem seguido de metais. A música já havia sido lançada em um dos EPs e ganhou demais com os arranjos de metais. A partir dai você quer saber o que mais a banda aprontou…

O brega, influência escancarada, vem na sequência com “Beibe”. E o Hammond dá um charme todo especial, timbre perfeito. Que levada gostosa. Bateria e baixo trabalhando lindamente, como em muitas outras passagens do disco.

“Eu Me Desmonto” ganhou também arranjos de metais e ficou muito boa. E se até aqui você ainda não se identificou com nenhuma situação dos relacionamentos que aparecem nas letras, isso é apenas questão de tempo.

Uma balada inusitada puxada por um ukelele e uma letra de um pai para filha falando um pouco sobre a vida, perdão e o amor. “Júlia” nos pega de surpresa.

“Eu Me F*** Até no Fim”, assim como “A Cantada dos Mutantes” foram apenas remasterizadas do EP “Loucos Casais e Suas Sensatas Histórias de Amor”.

A canção título do disco é uma balada ao violão, com boas intervenções de guitarras. Mas logo em seguida Caio aparece destruindo tudo na bateria em “Não Seja Santa”, e a banda de rock tocando canções reaparece.

“Garota da ZL” tem uma pegada meio surfmusic, com ótimas guitarras e com a mesma irreverência. Caio e Ivo mandam bem demais!

Mais uma balada, “O Que Eu Faço Com Seus Discos?”, novamente os metais nos surpreendem. Acabamos sem resposta quanto aos discos.

Um clima de luau surge com “Ela Me Pediu uma Canção”, que abre caminho para duas versões bem superiores de “Você Não Presta” e “Vestido Colorido”, que foram gravadas pelos Radiofônicos em 2014.

Os Cardinais mostram que quando uma banda com boas ideias e canções consegue um mínimo de recursos para fazer um trabalho melhor elaborado consegue ir muito além.