Fusion punk, é assim que o power-trio gaúcho Amargo define a sonoridade do Amargo I, o disco de estreia, já disponível em todas as plataformas de streaming pela Artico Music.

O gênero, apesar de pouco habitual ou nunca antes chancelado por alguma banda, é exatamente o que se escuta nas sete músicas do álbum da Amargo. É o mix exato do improviso criativo com elementos rítmicos com a energia e catarse do punk.

Amargo I, crava a banda, é a epopeia absurda sobre a vida de três artistas. As músicas nasceram única e exclusivamente da urgência em se fazer música, em se expressar por meio do som.

A Amargo explica melhor do que ninguém o que é o fusion punk e como este estilo recai sob o recém-lançado Amargo I.

Crédito: Marelize Obregon

“As únicas coisas que tínhamos como acordo era não dar limites a criatividade e sempre buscar sonoridades consonantes dentro da estranheza. Nessa busca descobrimos o Fusion punk. Da fusão de elementos de ritmos, de timbres, de contrastes, e a partir das sonoridades singulares de cada membro, na poiésis criativa, nasceu a Amargo. Desde então a alimentamos com a ética do punk: subverta, estranhe, ultrapasse limites, critique, repense, faça você mesmo”.

Amargo I foi gravado no estúdio 4′ 33”, em Porto Alegre (RS), com o produtor Fu_k_The_Zeitgeist.

Formada na primavera de 2017, a Amargo surgiu com a junção de André Piñata (voz e guitarra), Marcelo Menegotto (baixo e voz) e Gustavo RB (Bateria) de uma forma e inevitável e irredutível.

A banda faz fusion punk, que mistura melodias, harmonias, dinâmicas e métricas do fusion/prog com a imprevisibilidade de suas formas mais livres com a visceralidade e ética “faça você mesmo” do punk, além do mundo (seja real ou musical) que os ronda, buscando sempre deixar a música fluir livre para onde ela quiser.