Alexandre de Melo é um cancioneiro e violonista de Brasília. Em 2016 lançou seu primeiro trabalho de forma independente pela alcunha de Torres de Mello. O EP “Quem Sabe” foi lançado quando ele vivia na Inglaterra e ganhou certo destaque na mídia independente. Com esta repercussão, ele voltou para Brasília com a intenção de pesquisar as cenas artísticas de sua cidade natal em busca de influências, conhecendo assim Thales Grilo (Que tocou no Munha da 7 Top Trio) e músicos influentes na  cena do jazz da cidade como Pedro Martins.

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Não se identificando com as cenas locais retornou para a França para cursar Musicologia onde conseguiu agregar suas ideias para o novo álbum “Prezepeiro“, uma ópera cabocla composta apenas com sons sintetizados e sampleados influenciado por, Egberto Gismonti, João Gilberto, Dorival Caymmi. O álbum se passa em uma outra realidade, “a conceptualização lírica do projeto foi um processo que demorou 5 anos onde um dos objetivos era de expandir as possibilidades da linguagem portuguesa e, em simultâneo,  adequar ela em um contexto fantástico que faz parte de um folclore nacional futurista”, comenta o artista.

O resultado é uma ópera, na qual os instrumentos de acompanhamento foram compostos e gravados de forma digital, simulando e emulando instrumentos de corda e ritmo tradicionais da música brasileira. As inspirações musicais viajam e misturam ritmos ditos populares e eruditos, indo da bossa nova misturada com linguagens musicais regionalistas advindas do litoral brasileiro como a tropicália e a MPB. “A princípio o conto se passa em uma utopia de municípios distantes onde o protagonista se encontra em uma delas, refletidas a vida e o trabalho diário, até que um dia um estrangeiro traz para a comunidade local uma nova tecnologia que permitirá ao protagonista de expandir seus questionamentos, interesses e realizações”, explica o artista.

O álbum com oito faixas com a história de um protagonista e as mudanças na sua vida com a chegada de um estrangeiro: começa com as inúmeras reencarnações da mãe do protagonista que sofre de uma doença(faixa 1), segue com os dilemas da vida diária do nosso protagonista (faixa 2), onde existe uma economia auto sustentada por automatizações (faixa 3). Eis que um estrangeiro chamado Prezepeiro faz visita ao protagonista apresentando uma nova tecnologia chamada fibra (faixa 4), a fibra permite entrar na consciência dos Queses que são especialistas em diferentes funções (faixa 5). O protagonista decide se tornar um Ques, mas seus familiares são contra (faixa 6), ele então se direciona para a cidade de Libarias onde os Ques estao (faixa 7), ele encontra a cidade, mas ela é automatizada por computadores e os Queses são suas criações, o protagonista descobre então, que consegue falar a língua do artesaneis (Faixa 8).