Acessibilidade é a possibilidade ao acesso a um lugar, serviço, produto ou informação com precisão, segurança e independência, sem barreiras, num movimento que beneficia todas as pessoas, com ou sem deficiência. Esta acessibilidade de oportunidades e humanizada é o que propõe a cantora compositora pop PCD (abreviatura para Pessoa com Deficiência) Amanda Mittz em ‘Acesso (Ao Vivo)‘, registro gravado pelo Edital Natura Musical e que agora disponível no streaming pelo selo Toca Discos.

‘Acesso (Ao Vivo)’, o audiovisual que chega às plataformas digitais, foi gravado em 2021 e reverbera o pop dançante do primeiro álbum de estúdio, Acesso, lançado há dois anos com apoio do Edital Natura Musical 2020.

O álbum conta a trajetória da cantora e sua busca por autoconhecimento. Ela projeta ideias e vivências na música para entender suas questões emocionais e as transmutar em arte pop contemporânea.

Em qualquer lugar, seja no estúdio ou no palco, Amanda cativa a audiência por meio de músicas sinceras e profundas sobre suas experiências pessoais.

Neste lançamento, ainda mais, é possível perceber como a artista mostra com leveza e garra na sua voz, com postura de profissional das artes, que superou obstáculos e entrega um registro ao vivo cristalino e fluente – além de necessário no tema da acessibilidade no meio musical.

Amanda montou um time grandioso tanto no disco como no show referente ao álbum. Traz, por exemplo, colaborações com Gabriel Iglesias e Veiga, que assinam as faixas Igual a Mim, Impasse, Pensou que Fosse fácil, Quanto me Vale e Sei. Para a ousada Sobreviver, Amanda fez parceria com o produtor paulistano Ivan Batucada.

Já as músicas Se Você Quiser e Livre são assinadas pelo trio Pássaro Hippie, composto por Aurelio Kauffmann, André Valle e Felipe Cambraia, vencedores do Grammy Latino e que trabalham com artistas como Milton Nascimento, Nando Reis e Fernanda Abreu.

Destaque também para dois cantores com quem Amanda divide vocais em Acesso (Ao Vivo): ‘Se você quiser’ tem participação do cantor pop Romero Ferro, e ‘Quanto me vale’, com Toni Garrido.

Amanda conta sobre a realização do show de Acesso e o lançamento no streaming pela Toca Discos:

“Minha ideia era fazer um show de Acesso já logo após o lançamento, mas a pandemia não permitiu. A ideia desde o início era algo sensorial, mesmo, o que pedia encontros presenciais para melhor adaptar os conceitos de acessibilidade. Mas continuamos on-line e foi uma ginástica. Foi um grande desafio – vencido – produzir um audiovisual em meio à pandemia e de forma remota”.

Para Amanda, a mensagem de Acesso, revigorada e reforçada em Acesso (Ao Vivo), preenche uma lacuna na indústria musical em relação à inclusão. “Tira a forma protocolar de se falar em acessibilidade e a exalta como uma linguagem artística”, ela define.

Com Acesso, Amanda traz representatividade às pessoas com deficiência. “É fruto de uma necessidade minha, para todas as pessoas PCDs, que pudessem ter uma experiência musical e artística para abordar sentimentos e vivências sobre nós mesmos. O acesso à música é um dirito humano, de todos. Quero que outros artistas, que não são PCDs, se inspirem neste trabalho e comecem a pensar a fazer música acessível”.

Sobre Amanda Mittz

Amanda Mittz é uma multiartista pop e alia, de forma inovadora, arte e acessibilidade, criando uma experiência singular onde a acessibilidade, para além de um simples recurso, se transforma em linguagem.

“Sou uma pessoa com deficiência visual e desde que me empoderei disso tornei isso o conceito do meu trabalho”, assim reforça Amanda Mittiz sobre sua arte, que mais do que música, é sua expressão e ode à vida.

Com referências plurais, como Marina Lima, Rita Lee, passando por A-Ha, The Weekend, Kate Bush, New Order, Lady Gaga e Sia, Amanda compõe música que fala de sua vivência dentro de um universo de luta como mulher, artista e PCD.

“Gosto de fazer músicas dançantes, mas boa parte das letras vêm de um lugar de dor. As letras do ‘Acesso’, por exemplo, quando as escrevi passava por um período de depressão. Sempre tive que lutar sozinha para viver de música e conviver com a possibilidade de ficar cega durante um período me deixou muito insegura. Acesso veio desse lugar”, revela Amanda.