Eu nunca dei muita bola pro Harry Styles por motivos geracionais. Afinal, a minha época das boy bands foi há séculos e quando o One Direction surgiu eu já era mulher feita, e muito. Mas, aí a banda se desfez, ele seguiu carreira e começou a lançar material solo explorando um pop que cabe direitinho nas minhas playlists de viagens e sonhos platônicos. Ouvi bastante o Harry’s House esse ano e o disco anterior também que tem o hit Watermelon Sugar. 

Sendo essa minha coluna de audiovisual é estranho estar falando de um cantor, né? Na verdade, não. Harry também é ator. Resolvi escrever sobre essa faceta dele, pois semana passada estrearam nos streamings dois filmes que ele fez: “Não se preocupe, querida” e “Meu policial”. Me empolguei pra conferir o trabalho de atuação nos dois, pra ver se me encantaria igual. A conferir. (emoji de olhinhos)  

Pesquisando a vida e obra do menino Harry descobri que ele estreou no cinema pra valer em 2017 com Dunkirk. Foi indicado a prêmio e tudo na época. No National Film Awards UK recebeu indicação para Best Newcomer, algo como ator revelação, e Breakthrough Performance, que numa tradução livre seria performance destaque ou inovadora. Depois disso fez uma pontinha em Eternos (2019) e surgiu novamente com os filmes dos streamings, agora em 2022. Aproveitei a empolgação e vi logo tudo com exceção de Dunkirk que só está disponível na Apple TV e eu não tenho. 

Harry Styles em Dunkirk (Imagem: reprodução)

Cheguei um dia do trabalho e troquei minha programação habitual de novelas por “Não se preocupe, querida” dirigido pela Olivia Wilde. Teve tanta treta (fofoca) ao redor desse filme que eu nem sabia que se tratava de uma história de mistério. Encarei as duas horas e confesso que o cansaço me traiu uma ou duas vezes. Apesar disso estava acordada nos momentos que o personagem de Harry teve sua chance de mostrar a que veio. E do alto do meu pouco conhecimento técnico acredito que ele entregou o básico, principalmente contracenando com a Florence Pugh que cativou todas as atenções pra ela. Tanto porque era um caminho estabelecido pelo próprio roteiro quanto pela consistência da atuação. O filme em si ficou devendo um final mais a contento em minha opinião. Especialmente porque não teremos uma parte dois. Clima pra isso não tem. Só dar um Google pra entender os motivos. 

Florence Pugh e Harry Styles em “Não se preocupe, querida” (imagem: reprodução)

“Meu policial”, um filme que aborda um amor proibido, dá muito mais substância para a atuação de Harry florescer. Também se passa em duas horas, mas que seguiram de forma muito mais fluida e sem cochilos, entregando sensibilidade extrema, cenas delicadas, triângulo amoroso e lição de vida. Eu esperava me emocionar mais intensamente só que as lágrimas não vieram. Achei razoável o trabalho do ator. Pra mim é o esperado pra alguém em início de carreira. Ele próprio contou no festival de Veneza que não tem ideia do que está fazendo quando atua. Sendo assim, vamos aguardar e conferir quando ele finalmente descobrir. 

Harry Styles e Emma Corrin em “Meu Policial” (imagem reprodução)
Harry Styles e David Dawson em “Meu Policial” (imagem: reprodução)

Aí pra encerrar minha maratona encarei mais duas horas e meia de um chatíssimo Eternos (2021) para descobrir que a participação do dito cujo só aconteceria na cena pós-créditos. A impressão que tive é que jogaram 3 ou mais enredos dentro de um roteiro e foram filmar. Muito disperso e burocrático para um filme de heróis. Não gostei. Porém, não recusaria ver uma continuação não. Tem coisas legais que seria legal entender posteriormente.  

E assim foi a imersão no trabalho de Harry Styles que acabou me apresentando outros trabalhos interessantes no caminho. Até o próximo texto que pode ser ou não imersivo, mas certamente vai ser revelador para mim e para vocês. ♥